EU E GALERA EM ANGRA

Eco constipado. Blog do Gerson F. Filho. Contém: prosa poesia crônicas artigos e de vez em quando alguma opinião. Obrigado pela visita.



Comments: Segunda-feira, Dezembro 13, 2010





Lábios de infinito.


Não importa amor, abraços podem ser,
Um sinal de chegada ou um gesto de partida,
E se nele couber uma dor, ou momentos de alegria,
Só o vento incerto do destino nos dirá.

Não fui eu que escrevi o corpo desta peça.
Se começar, não sei bem como termina,
Apenas peço que sendo assim então haja coração.
Sejamos tudo e o tanto que faltar para o total.

Não faz mal se meu e teu enredo não combina,
Há coisas que dão certo ou errado por pura cisma,
Um contexto que favoreceu a fome da opinião.
Agora amor vê se me consome, sou tua vítima.

Enquanto meu interesse ainda lhe favoreça,
Porque sou cafajeste, mas este é o melhor detalhe.
Aquilo que te instiga mesmo que te maltrate,
Pois no intimo teu lado meigo gosta desta dor.

Vai acabar um dia e isso você sabe.
Mas o perfume e a sensação irão além do detalhe,
Trará ternura como a tez da recordação.
Beije-me agora então com estes lábios de infinito.

Gerson F. Filho.



postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 10:18 AM


Comments: Domingo, Fevereiro 28, 2010

Escolhas.

Viver e conviver com a vida.
Algo que já não me basta,
Coisa que dói como ferida.
Abra-se assim a porta a saída.

Nos enigmas me perdi a tempo.
Meus sonhos não são sonhos,
A esperança perdeu o argumento.
Não pude decifrar meus danos.

Sendo assim não tendo sido.
Apesar de, e ainda parecido,
Meus dias sucumbiram e não.

Ainda resta um pouco disso.
Sobreviver pode ser relativo,
O flerte a dança com a opção.


Gerson F. Filho.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:43 PM


Comments: Admoestação.

Não interprete o óbvio entenda-o.
A verdade pode ser tão pura,
Que teus olhos em clausura,
Não vêm a vergasta que aguarda-o.

Fatal o nome de um engano.
Lágrimas não trazem o passado.
A esperança um pote derramado,
Quando o destino desce o pano.

Não venha, pois me dizer agruras.
Alhures adverti contra os dissabores.
Preferis-te a vilania da ocasião.

Então curta a dor do seu momento.
A ti e ao teu corpo o látego,
O juízo reveste a alma da razão.

Gerson F. Filho.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:41 PM


Comments: Domingo, Fevereiro 21, 2010

Sinais.

Opaco horizonte ocultas armadilhas.
Ante o rosto de prognósticos turvos,
Fecham-se nuvens cerram-se vigílias.
Abriu-se o baú em gritos desnudos.

Enquanto do labirinto vem à fera.
Aspergida em sedução sobre néscios,
Unge-se no arbítrio uma quimera.
O vermelho em dor atingirá os ossos.

Não será doce o teu futuro, sujeito!
Engodo foste teu pão, elemento!
Ouvirei teu clamor na escuridão.

E se após, ao menos sobrar o chão,
O que de ti restar soprarei ao vento.
Obliterado será teu nome, impostor!

Gerson F. Filho.


postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:41 PM


Comments: O preço da ausência.

Outro dia, aproveitando uma oportunidade daquelas que só a internet pode oferecer, consegui encontrar um velho amigo dos tempos de adolescência na rede. Passamos a nos corresponder, trocar fotografias dos tempos idos, ótimos tempos, diga-se de passagem, pois se podia caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro sem grandes sobressaltos.

Conversamos sobre assuntos vários futebol e etc. A esperança do meu time de participar da “Libertadores da América”, a fé que ele possuía no seu time de não cair para a segundona, e tantos desdobramentos outros que poderiam estar contidos neste grande intervalo de tempo entre nossos caminhos, que rolou ante a inclemência do calendário.

Até que na troca de correspondência, enviei um de cunho político. Nada demais, apenas uma piadinha que circulou na NET sobra à premiação de Obama pelo decantado Nobel. Para minha surpresa veio à resposta: “é a vida, você se importa com isso?”. A princípio isso apenas me atordoou, mas lentamente serviu para interpretar as diversas facetas da nossa época.

O que realmente faz um povo poderoso é o seu nível de compreensão daquilo que o cerca. A busca incessante pela informação, o vasculhar persistente pela confirmação da informação, a comparação dia a dia, de tudo que chega aos nossos olhos e ouvidos. Só assim teremos um parâmetro adequado para decidir em quem depositaremos a confiança para gerir os nossos dias.

Então, é pertinente lembrar que; o raciocínio “é a vida, você se importa com isso?” contribui sobejamente para: o imposto extorsivo que se paga, a fila interminável nos hospitais, a criminalidade que cresce dia a dia, a falta de opção profissional para a nossa juventude, e finalmente para o maior de todos os riscos; a perda da liberdade.

Viver somente por viver, sem a preocupação com o cenário que se desenha ao nosso redor pode parecer de grande comodidade. Mas terá um preço. E neste nível é que realmente vive boa parte da população do nosso país. Preocupamo-nos com os obstáculos do momento, com as pequenas grandes coisas do cotidiano, mas no palco da vida não há espaço para descanso, quem ousar o cochilo pode acordar sem possuir mais o direito de dormir.

Alguém terá pensado por você, alguém terá decidido por você que forma de governo nós teremos. Onde somente alguns decidirão, e somente alguns irão usufruir das benesses do estado, e certamente, a grande maioria estará alijada de qualquer processo decisório. O futuro com liberdade deve ser construído no dia a dia. O maior tesouro da humanidade, a democracia, deve ter guardiões zelosos, e o bom guardião é o guardião bem informado. Nos nossos dias a imprensa de modo geral, televisão, jornais e revistas, estão de alguma forma com algum nível de comprometimento com o poder vigente, então, pesquise, procure se informe. A internet atualmente é a ferramenta ideal.

E enquanto tivermos um processo eleitoral entre candidatos de diversas tendências, procure aquele que realmente estiver comprometido com os instrumentos democráticos. Lembre-se, alternância de poder, o verdadeiro tônico da liberdade. A pitoresca premiação de um homem que ainda não cumpriu efetivamente o que prometeu mostra em que tipo de tempos nós vivemos. Que ele cumpra, são meus votos, e que lhe seja dado o devido retorno.

Gerson F. Filho.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 11:26 AM


Comments: Sábado, Fevereiro 20, 2010

Inquietude.

Procuro viver sempre além do impossível:
Um amor que reverbera o sorriso.
Uma paixão vertiginosa como precipício,
Os cálidos momentos dos abraços,
Todas estas loucuras que teus olhos me dizem.
Sim! Impossível tornar-me finito.
Sim! Meus sonhos não têm tamanho.
Calço o fundo do infinito com meus versos;
Dedico-me a ser na tua boca a palavra.
Aquela que escapa da tua alma,
Aquela que me diz enfim;
O quanto seus segredos são ocultos.
Procuro insistentemente o desassossego
Para ser intenso e eterno nesse mundo de limites.

Gerson F. Filho.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 2:20 PM


Comments: Domingo, Maio 31, 2009

Coração valente.

Onde anda o deserto que me circunda?
Onde foi parar o argumento vazio?
Perdeu-se, caiu de tão deletério,
Tornou-se então o que a terra fecunda.

Dejeção decisiva de um paradigma.
Súbita transmutação do repertório,
Perfil do elemento peremptório,
A boca do sumidouro como enigma.

Tremei tu ó sentença por ser predita!
O porvir há de ser um suave alívio,
Pois o amor só se dá a quem acredita.

Onde anda a ausência que era opinião?
Não há mais lugar para esta em mim.
Decisivamente fortaleci meu coração.

Gerson F. Filho.



postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 9:06 PM


Comments: Quarta-feira, Abril 08, 2009

Contemporâneos 2.


O gosto do aço abstrato

Passeava entre meus lábios.

E o odor da escuridão

Era o mimo que o avançar

Das horas me apresentava.

Enquanto estrelas

Absurdas sorriam,

A cidade dormia

O sono calmo dos celerados.

O repouso para mais um dia

Entre estações.

Mais um dia entre ilações,

Viver não é pura diversão.


Gerson F. Filho.


postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 2:20 PM


Comments: Terça-feira, Abril 07, 2009

Contemporâneos.

Eu vi,

Entre os reflexos súbitos

Dos faróis apressados,

Um sorriso extremo.

Era a noite que ainda envolvia

Os cruzamentos complexos,

Com seu abraço frio.

Senti,

A amplitude da rua.

Notei que minha face nua,

Guarnecia molhada a ocasião.

Só o perfil da calçada

Tinha algo a me dizer.

Com certeza essa conversa,

Veria o amanhecer.

Gerson F. Filho.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 9:50 PM


Comments: Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Amor digital.

O amor sobrevive!
Vive.
Se mantém...
E apesar dos simulacros solícitos,
Criados no estereótipo
Aleatório anárquico,
Multiplica-se virtualmente.
Nos pormenores binários
Em solicitude real.
Acariciando o rosto
Luminosamente irradiante,
Em códigos,
Números
Cores...

Gerson F. Filho.


postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:21 PM


Comments: Domingo, Janeiro 25, 2009

Um caminho.

Mesmo estando no limite, agradeço.
A oportunidade de ver o infinito,
E de poder guardar no verso, o apreço.
O termo certo que talvez seja bonito.

Porque por todo amor venci batalhas.
E no risco do papel fiz de todo o silêncio,
O sorriso, surgindo nessas escuras trilhas.
Armadilhas de um ocaso no pleno vazio.

Vi em todas as cores a tua suave textura.
Senti nas flores teu eterno perfume,
E no amanhecer resplandeceu a formosura.

De uma esperança que encheu meu coração.
Bem onde a ferida aberta mais doía,
Mostrando que o sofrimento é pura ilusão.

Gerson F. Filho.






postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:04 PM


Comments: Sábado, Janeiro 24, 2009

Transverso.

Noite avara,
Que abraça minha nostalgia.
Dizendo que quando é encanto
Enquanto a relatividade assim se fazia.
Pois se assim jazia
Em um canto o pranto;
Meu sorriso dormia
Nas dobras únicas
Da minha dicotomia.
Noite e dia para espanto,
Bem e mal
E, entretanto:
Um amor assim me impelia.
Nessa profundidade absurda.
Na necessidade absoluta.
De um amor sem fim...
Minha veemência desmedida.
Amordaçada! Ante a candura
Dos teus olhos.

Gerson F. Filho.


postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 7:12 PM


Comments: Sábado, Dezembro 20, 2008

Antes de tudo.

Se assim for permitido dizer;
Desconheço apenas a vida.
Nestas páginas estou ainda,
Tentando modestamente ser.

Existir se, todavia merecer.
Galgar sonhos minha lida,
Obter sensação desmedida.
Amar antes e então perecer.

Tudo! Antes que seja tarde.
Delírio no âmago da verdade,
Toda paixão antes da unção.

E se após vier o depois;
Cultivarei lembranças a dois.
Eu e o momento: recordação.

Gerson F. Filho.



Feliz Natal!

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 9:13 PM


Comments: Quinta-feira, Dezembro 18, 2008

Revés.

Enquanto posso falar de amor:
Canto ao combalido crepúsculo.
Pavimento o caminho do rumor,
Com paixão aceno, e gesticulo.

No último filete de luz a dor,
Pois há de ser breve o versículo.
Enquanto posso falar de amor:
Canto ao combalido crepúsculo.

Então deito na noite em ardor;
Vindo a madrugada perambulo.
Pensar em ti um vil desamor,
Talvez seja nisso que me anulo,
Enquanto posso falar de amor.

Gerson F. Filho.


postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 5:47 PM


Comments: Domingo, Novembro 30, 2008

Corrosão.

Eu e o reflexo; espelho circunflexo. Não me reconheço no amplexo da ocasião. Onde a hora me adula para ornato da sensação. Situação inusitada, estimulada na mixórdia dos meus pensamentos.

Elementos desconfigurados estereotipados mal resolvidos, imbuídos na obscenidade de ser correto. Sim! Porque hoje estultice simulada é o simulacro da verdade.

O cinismo que reveste o cotidiano, percepção que tudo não passa de engano, mas no fundo da imagem se vê o rastro da inconformidade. Em volta a trilha da destruição se alimenta nas atitudes lamentáveis.

Lei? Para ser burlada. Regra? Para ser adulterada, falta decoro na alma do povo, falta cal neste reboco, um tanto complacente sem rosto. A preferência latente pela omissão. O jeitinho de moral flexionada a maneira de enganar enganando-se.

Eu estou sendo diluído, me sinto esvaindo e o que vai ficar certamente não terá mais opinião. Pasta base, mais um punhado de massa de manobra, ver corrupto se eleger sucessivamente e achar a coisa gostosa.

Ver o caçador perder a pele que agora fica exposta ao sol como bandeira da vitória de mais um momento de devassidão. E então na nulidade oblíqua a paz dos omissos. O caminhar na completa falta de compromisso, porque nesta hora não sou mais reflexivo.

Eu? Meu caro amigo não estou nem aí, muito menos aqui. Minha imagem não mais é passível de ser retrato, no abstrato solidifiquei minhas crenças, desavenças? Para quê! Está todo mundo por aí aparentemente muito feliz.


Gerson F. Filho.





Favoritos.


Nobres do Grid.

postado por: Gerson Ferreira da Silva Filho 6:28 PM



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